Embora a taxa de sucesso dos implantes dentários nos fumadores seja bem mais baixa do que nos não fumadores (cerca de 90% contra 97%), é perfeitamente possível submeterem-se a esta intervenção.
Contudo, é essencial deixar de fumar durante o período de recuperação após a operação. Idealmente, esta paragem deve durar cerca de 3 meses para limitar ao máximo os riscos de insucesso e de infecção. Se este prazo for demasiado difícil, uma paragem de duas semanas é aceitável, mas mais arriscada.
Porque é desaconselhado fumar após a colocação de implantes dentários?
Aumento do risco de AVC, pneumonia, doença coronária… As razões para evitar o cigarro são muitas.
Mas sabia que o tabagismo pode também ter consequências importantes após a colocação de implantes dentários?
Aqui ficam 3 razões que explicam porque os profissionais de saúde dentária desaconselham fortemente fumar após esta operação.
1. O cigarro atrasa a cicatrização
O tabagismo tem um impacto importante na cicatrização da ferida após a colocação de um implante dentário.
Com efeito, a circulação sanguínea dos fumadores está mais lenta, porque a nicotina contrai os vasos sanguíneos.
Isto faz com que o fornecimento de sangue e de oxigénio à cicatriz diminua consideravelmente nos fumadores. Assim, a cicatrização faz-se muito mais lentamente.
2. Fumar aumenta o risco de infecção após a operação
Apesar dos avanços tecnológicos na implantologia dentária, os fumadores continuam a ter mais risco de desenvolver uma infecção durante ou após a colocação de implantes.
No momento da colocação do implante, há o risco de bactérias se infiltrarem na ferida. Como o processo de cicatrização é mais lento nos fumadores, o risco de infecção primária é maior.
Além disso, o sistema imunitário dos fumadores está enfraquecido, o que aumenta ainda mais as hipóteses de se desenvolver uma infecção. Em alguns casos, a colocação de implantes pode falhar logo à partida.
Os fumadores também são mais susceptíveis de desenvolver doenças como a gengivite e a periodontite. De facto, o tabagismo aumenta a acumulação de placa e tártaro, o que pode infectar a gengiva e os tecidos que suportam os dentes. Estas doenças aumentam os riscos de perda óssea e, assim, limitam a vida útil dos implantes dentários.
3. O tabagismo atrasa o tempo de integração do implante no osso
Nos dias seguintes ao procedimento de colocação dos implantes dentários, começa o processo de recuperação. Durante este processo, os tecidos conjuntivos formam-se novamente à volta do implante para permitir que o osso maxilar o integre completamente.
No entanto, as células que compõem estes tecidos são menos activas nos fumadores. Assim, a recuperação faz-se muito mais lentamente. Isto atrasa também a etapa que os pacientes aguardam com mais impaciência, ou seja, a colocação da prótese dentária.